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Victor Sampaio, Endocrinologista

Diabetes

Atualizado em

Resumo em 30 segundos
  • Sinais comuns: sede excessiva, urinar muitas vezes, cansaço, visão embaçada e feridas que demoram a cicatrizar.
  • O diagnóstico é feito com exames de sangue simples: glicemia de jejum e hemoglobina glicada (a média da glicose dos últimos 3 meses).
  • Tem tratamento e controle: alimentação, atividade física e, quando necessário, medicamentos ou insulina.
  • No tipo 2, descobrir cedo (ainda no pré-diabetes) faz muita diferença para evitar complicações.

Quais são os sintomas do diabetes?

Muita gente convive com a glicose alta por anos sem saber. Quando os sinais aparecem, costumam ser estes:

  • Sede fora do normal e boca seca
  • Vontade de urinar muitas vezes, inclusive à noite
  • Cansaço sem explicação
  • Visão embaçada
  • Perda de peso sem estar tentando (mais comum no tipo 1)
  • Feridas que demoram a cicatrizar e infecções de repetição

“Achei que era só o calor” é uma frase que ouço bastante no consultório. Às vezes é. Às vezes não é, e vale investigar.

O que causa o diabetes?

No diabetes tipo 1, o sistema de defesa do corpo (sistema imunológico) ataca as células do pâncreas que produzem insulina. Costuma aparecer em crianças e jovens, mas pode surgir em qualquer idade.

No diabetes tipo 2, a insulina existe, mas o corpo responde mal a ela (a chamada resistência à insulina). Genética, excesso de peso, sedentarismo e sono ruim pesam bastante.

Como é feito o diagnóstico?

Com exames de sangue simples:

  • Glicemia de jejum: 126 mg/dL ou mais, confirmada em dois exames
  • Hemoglobina glicada (HbA1c): 6,5% ou mais. Ela mostra a média da glicose dos últimos 3 meses
  • Curva glicêmica (TOTG): quando é preciso ver como o corpo lida com o açúcar

Na consulta, eu olho também para pressão, colesterol, rins, olhos e pés. Cuidar do diabetes não é só olhar para a glicose.

Como é o tratamento?

  1. Alimentação possível: sem dieta impossível de seguir
  2. Movimento: atividade física ajuda a insulina a funcionar melhor
  3. Medicamentos: hoje existem opções que controlam a glicose e também ajudam a proteger coração e rins
  4. Insulina: obrigatória no tipo 1 e usada no tipo 2 quando necessário
  5. Acompanhamento: ajustes a cada consulta, com metas claras

Mitos comuns

“Diabético não pode comer nada doce.” Não é bem assim. O que importa é a quantidade, a frequência e o conjunto da alimentação.

“Se comecei insulina, é porque piorou muito.” Nem sempre. Às vezes a insulina é só a ferramenta certa naquele momento.

Quando procurar um endocrinologista?

Vale marcar uma consulta se você:

  • Tem glicose ou glicada alterada em algum exame
  • Tem pré-diabetes e quer evitar que ele avance
  • Já tem diabetes, mas a glicose não fica no alvo
  • Tem casos de diabetes na família e sobrepeso

Perguntas frequentes sobre diabetes

Diabetes tipo 2 tem cura?

Não se fala em cura, mas em controle, e muitas vezes em remissão. Com perda de peso, alimentação ajustada e atividade física, algumas pessoas voltam a ter a glicose normal sem remédio. O acompanhamento continua, porque o diabetes pode voltar.

O que é pré-diabetes?

É quando a glicose já está acima do normal, mas ainda não no nível de diabetes: glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dL ou hemoglobina glicada entre 5,7% e 6,4%. É o melhor momento para agir, porque dá para evitar ou adiar o diabetes.

Quem tem diabetes precisa tomar insulina?

Não necessariamente. No tipo 1, a insulina é indispensável. No tipo 2, o tratamento começa com mudanças de hábito e comprimidos ou medicações injetáveis, e a insulina entra só quando o controle pede.

Com que frequência devo ir ao endocrinologista se tenho diabetes?

Depende de como está o controle. No início ou em ajuste de tratamento, as consultas costumam ser a cada 1 a 3 meses. Com a glicose estável, o intervalo pode aumentar.

Diabetes pode ser silencioso?

Sim. Muita gente descobre o diabetes tipo 2 num exame de rotina, sem nenhum sintoma. Por isso vale fazer check-up, principalmente se há casos na família, sobrepeso ou pressão alta.

Se você se reconheceu aqui, vale investigar.

Conte comigo para entender o que está acontecendo e montar um plano que caiba na sua rotina.

Conteúdo informativo, que não substitui a consulta médica. Diagnóstico e tratamento dependem de avaliação individual.

Pronto pra entender o que seu corpo está dizendo?

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