Diabetes
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- Sinais comuns: sede excessiva, urinar muitas vezes, cansaço, visão embaçada e feridas que demoram a cicatrizar.
- O diagnóstico é feito com exames de sangue simples: glicemia de jejum e hemoglobina glicada (a média da glicose dos últimos 3 meses).
- Tem tratamento e controle: alimentação, atividade física e, quando necessário, medicamentos ou insulina.
- No tipo 2, descobrir cedo (ainda no pré-diabetes) faz muita diferença para evitar complicações.
Quais são os sintomas do diabetes?
Muita gente convive com a glicose alta por anos sem saber. Quando os sinais aparecem, costumam ser estes:
- Sede fora do normal e boca seca
- Vontade de urinar muitas vezes, inclusive à noite
- Cansaço sem explicação
- Visão embaçada
- Perda de peso sem estar tentando (mais comum no tipo 1)
- Feridas que demoram a cicatrizar e infecções de repetição
“Achei que era só o calor” é uma frase que ouço bastante no consultório. Às vezes é. Às vezes não é, e vale investigar.
O que causa o diabetes?
No diabetes tipo 1, o sistema de defesa do corpo (sistema imunológico) ataca as células do pâncreas que produzem insulina. Costuma aparecer em crianças e jovens, mas pode surgir em qualquer idade.
No diabetes tipo 2, a insulina existe, mas o corpo responde mal a ela (a chamada resistência à insulina). Genética, excesso de peso, sedentarismo e sono ruim pesam bastante.
Como é feito o diagnóstico?
Com exames de sangue simples:
- Glicemia de jejum: 126 mg/dL ou mais, confirmada em dois exames
- Hemoglobina glicada (HbA1c): 6,5% ou mais. Ela mostra a média da glicose dos últimos 3 meses
- Curva glicêmica (TOTG): quando é preciso ver como o corpo lida com o açúcar
Na consulta, eu olho também para pressão, colesterol, rins, olhos e pés. Cuidar do diabetes não é só olhar para a glicose.
Como é o tratamento?
- Alimentação possível: sem dieta impossível de seguir
- Movimento: atividade física ajuda a insulina a funcionar melhor
- Medicamentos: hoje existem opções que controlam a glicose e também ajudam a proteger coração e rins
- Insulina: obrigatória no tipo 1 e usada no tipo 2 quando necessário
- Acompanhamento: ajustes a cada consulta, com metas claras
Mitos comuns
“Diabético não pode comer nada doce.” Não é bem assim. O que importa é a quantidade, a frequência e o conjunto da alimentação.
“Se comecei insulina, é porque piorou muito.” Nem sempre. Às vezes a insulina é só a ferramenta certa naquele momento.
Quando procurar um endocrinologista?
Vale marcar uma consulta se você:
- Tem glicose ou glicada alterada em algum exame
- Tem pré-diabetes e quer evitar que ele avance
- Já tem diabetes, mas a glicose não fica no alvo
- Tem casos de diabetes na família e sobrepeso
Perguntas frequentes sobre diabetes
Diabetes tipo 2 tem cura?
O que é pré-diabetes?
Quem tem diabetes precisa tomar insulina?
Com que frequência devo ir ao endocrinologista se tenho diabetes?
Diabetes pode ser silencioso?
Se você se reconheceu aqui, vale investigar.
Conte comigo para entender o que está acontecendo e montar um plano que caiba na sua rotina.
Conteúdo informativo, que não substitui a consulta médica. Diagnóstico e tratamento dependem de avaliação individual.